domingo, 2 de dezembro de 2018

      

Muito boa tarde

      Correspondendo com prazer ao pedido da autora que é minha amiga, irei fazer alguns comentários, num breve apontamento, ao seu livro “Partilha de Sangue”.
      É sempre uma vantagem conhecer o autor. Ao lermos a sua obra literária, estaremos mais prevenidos para os sinais que ele pretende fazer passar através da escrita. Isto porque ao escrever um livro, ele deixa sempre no papel, pequenos testemunhos, daquilo que é a sua essência como pessoa, não deixando de transferir para os personagens que vai criando, alguns detalhes das suas vivências, bem como toda a trama da complexidade dos comportamentos ligados à condição humana! Mesmo que tente esconder-se há sempre algo que fala dele, desnudando-o da máscara do disfarce. No percurso de vida apaixonante da Isabel houve inconformismo, aconteceram roturas corajosas que a identificam muito bem, com as lutas de emancipação da mulher.
      Um autor quando escreve é normal apaixonar-se pelos seus personagens, porque ao cria-los está a envolver-se com eles dando-lhes vida, emprestando-lhes a sua alma, partilhando simultaneamente todos os sentimentos, numa perfeita simbiose. Esses personagens pertencem-lhe até ao momento em que os entrega ao público. Então aí deixam de pertencer-lhe e passam a pertencer a quem os ler.
        Escrever, é um ato solitário em que o autor se liberta de si mesmo, enquanto vai criando histórias e personagens, tal como um pequeno deus a marcar o seu destino. Escrever, pode proporcionar um sentimento de liberdade que não tem limites e que pode dar voz aos seus mais íntimos sentimentos, até aos devaneios do seu espirito!
       Pois bem, no caso de Isabel Moreira Rego, ao escrever este livro, pretendeu materializar, nos personagens, a carga de sentimentos que habitam dentro dela, tratando-os com uma especial delicadeza a denunciar uma sensibilidade refinada que só uma mulher apaixonada consegue transmitir! Apaixonada pela vida, apaixonada pelas pessoas, apaixonada pela natureza. Nesta obra ela tenta movimentar os personagens numa relação harmoniosa em ambiente hostil, mas com uma forte envolvência amigável.
       É, portanto, esse mundo que Isabel Rego quer recriar no seu livro “Partilha de Sangue” focando a ação num qualquer lugar como, poderia por exemplo, acontecer na conhecida Transilvânia carregada de histórias vampíricas, tão ao gosto de escritores do seculo XIX até aos nossos dias. Com certos laivos consegue entrosar os figurantes numa articulação bem conseguida, com a construção de diálogos bem próprios de vidas vampíricas de épocas longínquas chegadas aos nossos dias.
       É aqui, quanto a mim, o ponto forte da mensagem que a autora pretende fazer passar, apoiando-se na riqueza das suas experiencias pessoais podendo-se vislumbrar ainda, neste romance, uma subtil crítica social - convidando-nos a uma reflexão:
      O Homem só é verdadeiramente livre quando instruído consegue tirar as amarras ao pensamento através da cultura, proporcionando-lhe a abertura de espirito necessária para ter a capacidade de sonhar e poder assim partilhar, dando-lhe voz, tal como o poeta cantou“ quando o homem sonha, o mundo pula e avança”.
      Parabéns à autora!
     Muito obrigado pela atenção que me dispensaram


Pelo escritor Hélder Gonçalves

quinta-feira, 22 de novembro de 2018

Capa completa da obra Infantil " O Burrico Traquina" livro para 6 anos com uma leitura bem aos gosto da criança.
A criança pode com este livro aprender a conhecer os animais de 4 patas. Brincar com eles sem medo e sem os tratar mal.  Para cuidar dos animais é necessário conhecê-los. Pois este livro tem esse papel predominante na sua essência.

O BURRICO TRAQUINA

O Burrico Traquina é um livro Infantil com 40 páginas ilustradas, gramagem resistente, capa dura de luxo. A obra destinasse a crianças até aos 6 (seis) anos de idade. Com uma história didáctica sobre um animal, desenhos apelativos, e autografado pela autora perfaz, no seu todo, uma boa oferta de Natal para a sua criança ler e recordar mais tarde.
Mais uma apresentação de " O Burrico Traquina"

Publicado em 2012

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Chegaram as chuvas, os ventos, os dias mais pequenos de Inverno. Hora de ler um livro de leitura simples descontraída à lareira ou ao aquecimento central em sua casa aconchegada/o no sofá. Esse livro é " Partilha de Sangue". Está disponivel no e-mail: isa-rego-2011@hotmail.com /. Informe-se. Faça o pedido e em 3/4 dias terá o livro em sua casa, autografado pela autora, a Isabel Moreira Rego..


quarta-feira, 10 de outubro de 2018

sábado, 15 de setembro de 2018

BIOGRAFIA

Isabel Moreira Rego nasceu no Concelho de Lagoa, Algarve.
Aos seis anos foi viver para casa dos seus avós maternos. A partir daí integrou-se na Sociedade que a esperava de braços fechados.
Ainda criança apaixonou-se pelas letras do alfabeto, das rimas e das metáforas.
Aos sete anos, juntando as letras como numa brincadeira de criança, escreveu o seu primeiro soneto, “ Caprichos de Criança”.
Aos onze anos, com a morte trágica de sua irmã mais velha, escreveu o romance biográfico, “A Juventude de Isabella”, em sua memória. O qual, só foi publicado em 1979. Nesse mesmo ano, de 1979, participou como sócia fundadora da Galca, grupo de Animação Literária e Cultural de Almada.
Integrou o caderno de poesia com o título, “Almada Abril”, em 2004.
Integrou a Coletânea de poesia – Index Poesis, em Outubro de 2006.
Integrou a “Antologia de Poetas Almadenses, com o título: “Alma (Da) Nossa Terra”, em Março de 2006.
Publicou Cadernos de Poesia, na coleção: “Index Poesis”, desde 2003 até 2007, com seis volumes.
Integrou o Caderno “Index Poesis”, nº 75 – Almada, Abril de 2009.
Publicou o Romance “Viagens na Ficção” com o título: “O Passado Ficou Esquecido” em 2010.
Publicou o 1º número da coleção, “Aprender a Crescer” livros de aventuras - infantil, com o título “ O Burrico Traquina”, em 2012.
Publicou o Romance “Mundo Fantástico” 1º volume da trilogia, com o Titulo: “Marca de Sangue”, Janeiro de 2015.
Publicou o Romance " Mundo Fantástico" 2º volume da Trilogia, com o Titulo: " Partilha de Sangue", Junho de 2018.

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Convites para a Sessão de Autógrafos na Biblioteca Municipal de Lagoa no dia 27 de Setembro, pelas 18h do ano de 2018.
Na mesa vão estar a  Autora da Obra, Isabel Moreira Rego, a Directora da Biblioteca Municipal, Dra.  Clara Andrade., O Senhor Presidente da Junta da Cidade e outras individualidades do Concelho de Lagoa.

E claro os leitores que provejo encherem a sala...

Excerto do Segundo Volume "Partilha de Sangue"

      - Como assim, Senhora Anastácia?
      - Repare no silêncio, desta casa, sem a menina Sarah. Ele, o silêncio, anuncia uma viagem sem retorno. Há tanto para fazer antes de a perder. Não conseguirá escapar ao que vai acontecer consigo, menino Abel.
      - Diga-me, o que vai acontecer comigo?
      - O menino já está, de alguma forma, ligado à menina Isadora, razão pela qual, sente que não pode abandoná-la. E só por isso perguntou por ela e não pela menina Sarah – Anastácia continuava focada na conversa misteriosa.
      - Está certa, Senhora Anastácia – Abel abanava a cabeça na forma positiva.
      - Aqui, no Bairro Newton, o silêncio, avisa-nos que o menino Abel se deixou absorver demasiado por esta vida no interior. Não estará possuído por ele?
      - Eu estou absorvido pelo silêncio?
      - É o que parece menino. Embora o nosso bairro tenha um ar de Cidade Grande, ele está situado no subúrbio da região Oeste de Boston. Será que o facto tem influência sobre si? O menino vive sobre uma amnésia profunda. Não dá conta? – Anastácia para disfarçar, olhou de relance pela janela, encarando a paisagem lá fora
     - Não. Não me parece. Definitivamente não, Senhora Anastácia.
     - Mas está obcecado por Isadora. Porquê?
     - Suponho que me comoveu vê-la aos gritos quando a encontrei em sua casa, na aldeia Good Order, nas periferias da Cidade de Pádua. Quando  eu estive em Itália. Na altura que também estive com a Senhora Anastácia, lembra? Ela estava muito assustada e  com sentimentos de culpa, por ter perdido a mãe na hora que a deixou sozinha.
     Anastácia sorriu.
     - Encontrou-a?
     - Quem?
     - Isadora.
     - Claro. Encontrei-a. Encontrei-a quando entrei em sua casa pela porta fechada. Tanto da primeira viagem, como da segunda, quando a convidei para viver comigo em Boston. Eu trouxe-a aqui, para a minha casa, antes de minha mãe Gilberta mandar a Senhora Anastácia para me servir de companhia e serva.
     - Ela é uma telepata.
     - Sim. Eu sei. Ela disse-me na altura. E voltou-me a dizer quando a fui buscar ao aeroporto de Boston.
      - Ela não viajou de Itália com o menino?
      - Não. Eu cheguei planando.
      - E confiou nela, menino?
      - Confiei tanto quanto ela confiou em mim.
      - O menino sabe que ela é conhecida como uma das muitas vampirófilas que andam atrás dos vampiros? – Anastácia inclinou a cabeça. – Acha, menino Abel, que ela não virá ao seu encontro, como mulher adúltera, quando regressar do passeio à Cidade de Boston? Se ela regressar claro!
      Abel encolheu os ombros.
      - Não sei responder … - disse para desabafar com a serva.
      - O menino ama Isadora?
      - Não, Senhora Anastácia.
      - Eu sabia, menino Abel! Perguntei para o acordar dessa amnésia em que vive.
      - Eu amo Sarah. Amei-a na hora que a vi desprotegida na universidade.
      - Eu cheguei a pensar que amasse Isadora no presente.
      - É só um pensamento seu, Senhora Anastácia. Eu quero melhorar as coisas na vida de Isadora, mas não posso, pois não? Tudo entre nós pertence ao passado. E eu posso mudar o passado? Não. Se eu pudesse mudava o meu e o passado de Sarah. E nós os dois, como vampiros, ficaríamos juntos para a eternidade.
     - O menino pode mudar o passado de Isadora – Anastácia falou num tom, quase casual, desafiando-o suavemente.

      - Como assim, Senhora Anastácia?

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

    Excerto:

         Depois do banho e do conforto da refeição ambos saímos para a noite. Já na rua, depois de um curto passeio, decidimos ir ao cinema.
      Chegados ao recinto das salas de cinema, ambos olhamos os cartazes expostos nas vitrinas com a intenção de escolhermos um filme, adequado àquela noite.
      - Sarah, tu já escolheste o filme?
      - Não. Ainda não o escolhi. Não gosto dos títulos – disse eu indecisa na escolha.
      - “Amado Para Sempre” é um título sugestivo. Não gostas?
      - Não me diz nada, esse título – disse-lhe desinteressada.
      - Há outros títulos que poderás gostar – comentou Rangello ao acaso.
       - “O Diabo Veste Prata”. Gostas Rangello?
       - Gosto. É mais o teu estilo.
       Estava decidido.
       Eu escolhi o filme e Rangello concordou. Comprámos os bilhetes e entramos na sala de cinema. Sentamo-nos nas cadeiras indicadas pelo empregado de serviço.
      Depois de sentados e plenamente confortados Rangello deu-me a mão.
       Atenta ao filme, eu não vi o olhar… e muito menos a habitual expressão carinhosa, no rosto de Rangello. Depois descobri que ele, disfarçado, olhava-me de revês, contemplando o meu rosto, e a riqueza de caráter que dizia ter descoberto em mim. Aos olhos dele, eu era alguém que tinha sempre as mãos frias, como se estivessem mortas, 

sábado, 8 de setembro de 2018

A Autora
Quer adquirir este livro?
Basta enviar um e-mail e pedir informações..

isa-rego-2011@hotmail.com

Apresentação e Sessão de Autógrafos do volume " Partilha de Sangue" no dia 16 de Agosto de 20118, no Condomínio Paraíso Sol da Rocha, Portimão.

quinta-feira, 6 de setembro de 2018


Apresentação com Sessão de Autógrafos da sala de reuniões do Paraíso Sol da Rocha - Praia da Rocha em 2018
Apresentação e Sessão de Autógrafos na Feira do Livro de Portimão de 2018
Apresentação e Sessão de Autógrafos na Feira do Livros de Portimão em Agosto de 2018

Cumprimentos da Autora

SINOPSE


Sinopse

 O regresso inesperado, da vampira Sarah Wilson, ao seu País de origem está a comprometer toda a sua condição de morta-viva. Sem família biológica e afastada da sua família adotiva, pela suposta morte humana, Sarah é levada a aceitar a ajuda de Rangello Giovanni.
Os dois, aceitam-se como amigos, por opção de Sarah.
Apesar das peripécias desgastantes, da sua memória, a vampira não esquece o seu legado, nas ideias feitas, e atenta não escora a atenção do seu objectivo primordial.
Rangello Giovanni como humano tem um papel de sobrevivência, no centro das atenções, dos seres das trevas. E só por amor à vampira, Sarah Wilson, ele está a ultrapassar as forças do mal com alguma  ligeira confiança.
A criação em laboratório do sangue sintético engarrafado, comercializado pelos Japoneses, começou por garantir uma melhor aceitação do convívio entre vampiros e humanos. A partilha de sangue, entre pares dispares,  veio ainda apaziguar com mais segurança os dois lados da vivência
 em comunidade.

Os humanos e os vampiros já podem viver sem reticências e rumores de qualquer ordem. Todavia com os últimos acontecimentos a união fundiu-se numa outra vertente.

Sinopse

 O acontecimento de uma grande mudança deixou de afetar toda a humanidade. Os vampiros modernos dos finais do século vinte trocam o sangue humano pelo sangue sintético. Uma criação em laboratório, de grande expansão mundial, comercializada pelos japoneses.
Sarah Wilson é uma recente vampira empregada de mesa num bar, numa pequena aldeia, nas periferias da cidade de Pádua. Trabalha no turno da noite. Esconde de todos os colegas que é uma morta-viva com medo de ser confundida com os vampiros sanguinários de séculos passados. Para disfarçar a cor branca e transparente da sua pele, usa maquilhagem adequada ao seu anterior perfil de humana.
Um dos colegas surgiu, distanciado dos outros, para a apoiar com a ajuda dos seus conhecimentos profissionais. Com a aproximação o humano, Rangello Giovanni, apaixona-se pela vampira Sarah.

Aos poucos descobre-se, um pouco por todo o mundo, que o próprio sangue dos vampiros funciona nos humanos como uma das energias mais poderosas. É possível que os humanos ao aceitar os vampiros acabem por aceitar a sua própria extinção?