Excerto:
Depois do banho e do conforto da refeição ambos saímos para a noite. Já na rua, depois de um curto passeio, decidimos ir ao cinema.
Depois do banho e do conforto da refeição ambos saímos para a noite. Já na rua, depois de um curto passeio, decidimos ir ao cinema.
Chegados ao recinto das salas de cinema, ambos
olhamos os cartazes expostos nas vitrinas
com a intenção de escolhermos um filme, adequado àquela noite.
- Sarah, tu já escolheste o filme?
- Não. Ainda não o escolhi. Não gosto dos
títulos – disse eu indecisa na escolha.
- “Amado Para Sempre” é um título
sugestivo. Não gostas?
-
Não me diz nada, esse título – disse-lhe desinteressada.
-
Há outros títulos que poderás gostar – comentou Rangello ao acaso.
-
“O Diabo Veste Prata”. Gostas Rangello?
- Gosto.
É mais o teu estilo.
Estava decidido.
Eu escolhi o filme e Rangello concordou.
Comprámos os bilhetes e entramos na sala de cinema. Sentamo-nos nas cadeiras
indicadas pelo empregado de serviço.
Depois de sentados e plenamente confortados
Rangello deu-me a mão.
Atenta ao
filme, eu não vi o olhar… e muito menos a habitual expressão carinhosa, no
rosto de Rangello. Depois descobri que ele, disfarçado, olhava-me de revês,
contemplando o meu rosto, e a riqueza de caráter que dizia ter descoberto em mim.
Aos olhos dele, eu era alguém que tinha sempre as mãos frias, como se
estivessem mortas,
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