segunda-feira, 10 de setembro de 2018

    Excerto:

         Depois do banho e do conforto da refeição ambos saímos para a noite. Já na rua, depois de um curto passeio, decidimos ir ao cinema.
      Chegados ao recinto das salas de cinema, ambos olhamos os cartazes expostos nas vitrinas com a intenção de escolhermos um filme, adequado àquela noite.
      - Sarah, tu já escolheste o filme?
      - Não. Ainda não o escolhi. Não gosto dos títulos – disse eu indecisa na escolha.
      - “Amado Para Sempre” é um título sugestivo. Não gostas?
      - Não me diz nada, esse título – disse-lhe desinteressada.
      - Há outros títulos que poderás gostar – comentou Rangello ao acaso.
       - “O Diabo Veste Prata”. Gostas Rangello?
       - Gosto. É mais o teu estilo.
       Estava decidido.
       Eu escolhi o filme e Rangello concordou. Comprámos os bilhetes e entramos na sala de cinema. Sentamo-nos nas cadeiras indicadas pelo empregado de serviço.
      Depois de sentados e plenamente confortados Rangello deu-me a mão.
       Atenta ao filme, eu não vi o olhar… e muito menos a habitual expressão carinhosa, no rosto de Rangello. Depois descobri que ele, disfarçado, olhava-me de revês, contemplando o meu rosto, e a riqueza de caráter que dizia ter descoberto em mim. Aos olhos dele, eu era alguém que tinha sempre as mãos frias, como se estivessem mortas, 

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